Afinal o crime compensa

Informação no Correio da Manhã

Justiça: Crimes de peculato e abuso de poder
22 corruptos presos
O número de detidos por corrupção nas cadeias portuguesas não ultrapassa as 22 pessoas, o que representa seis por cento dos cerca de 370 inquéritos deste tipo registados pela Polícia Judiciária nos últimos dois anos. Saldanha Sanches e Luís de Sousa, estudiosos deste fenómeno, consideram que este universo de detidos “é pequeno” e explicam-no com “a grande influência dos corruptos na produção legislativa”, na análise de Saldanha Sanches, e com “as leis sem dentes para morder”, como defende Luís de Sousa.
A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), organismo tutelado pelo Ministério da Justiça, responsável pela gestão da população prisional, é categórica: “Estão detidas pelo crime de corrupção 22 pessoas. Acrescente-se que todas têm outros crimes associados.” Ou seja, estão detidas por “uma pequena corrupção ligada à fraude, abuso de poder, peculato, coisas pequenas.”
Mais: como “a corrupção não é o crime principal”, precisa a mesma fonte, se não houvesse crimes mais graves “ninguém [daquelas 22 pessoas] estava detido”. Por isso, “a corrupção a sério não é castigada”.

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