Escolhas
Se os estudos internacionais situam regularmente os nossos jovens nos fundilhos das “competências” em leitura, matemática ou ciências em geral, os jornais publicam um rodapé alusivo e o assunto morre ali. Se um estudo da Católica demonstra que os jovens não sabem nada sobre o 25 de Abril e querem saber pouco sobre política, instala-se o pânico, que inclui discursos aflitos do Presidente da República e a indignação de “personalidades” diversas. O eng. Sócrates, aliás, já prometeu medidas urgentes.
São critérios. Nunca há medidas para ajudar a mocidade a elaborar uma frase com menos de seis erros ortográficos. Mas é considerado gravíssimo que a mocidade ignore o trajecto de cada chaimite no dia do golpe militar. Não passa pela cabeça de ninguém exigir (ou pedir com jeitinho) aos jovens que resolvam uma equação de 2º grau. Mas parece ser chocante que não corram aos magotes para as associações de estudantes e as juventudes partidárias.
Alberto Gonçalves, Sociólogo, Sábado




Está bem visto, uma perspectiva que ainda que simples bastante verdadeira. Essa histeria de os jovens ignorarem o 25 de Abril só a tinha comparado com o conhecimento profundo que o nosso povo tem sobre a realidade futebolística (não sabem o percurso das chaimites mas conhecem os últimos planteis de todas as principais equipas nos ultimos anos).
Bom fim de semana
Pois é Jimmy, valoriza-se o supérfluo, alerta-se para o desconhecimento de banalidades em desfavor do que é realmente importante.
Boa segunda.