Ainda a corrupção

2008 Fevereiro 8

 Isto foi dito por quem pertence ao convento e, portanto, sabe o que lá vai dentro.Não há vontade forte nem interesse em acabar com a corrupção.

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“A maior corrupção é a corrupção de Estado, é a que envolve as maiores valores e implica a submissão dos interesses públicos aos privados, e não estamos a fazer nem de longe o que devíamos para a combater”, afirmou João Cravinho à SIC Notícias, acrescentando que “a corrupção de Estado só é possível pela conivência de quem tem um alto poder”.Disse ainda que a investigação dos crimes de corrupção apresenta “respostas lentas, tardias, descoordenadas e parece apenas funcionar quando “empurrada pela opinião pública”.Alertando para o facto de a impunidade resultar da dificuldade em obter provas, “já que é quase impossível apurar responsabilidades quando todos dizem ‘não vi nada’, ‘não foi comigo’, etc”, João Cravinho sublinhou que estes crimes são feitos com profissionalismo.“Há profissionais destas coisas, que as fazem com pormenor para ocultar o crime, e que contam com colaboração internacional, como no caso das off-shores”, exemplificou, questionando: “Quantas condenações por corrupção já tiveram lugar em Portugal?”

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