VPV vs MST
Fantástica a forma como Vasco Pulido Valente, em 4 páginas no jornal Público, desmonta, destrói, derrete, fulmina, dá cabo das 628 páginas do novo romance de Miguel Sousa Tavares, “Rio das Flores”.
Alguns exemplos…
“Resumos do que sucedeu em Portugal e no mundo [...] são de um primarismo, de uma banalidade e de uma ignorância, que não permitem o mais vago entendimento do que se passou [...] ”
“Não escreve como quem escreve um romance, escreve como quem escreve um relatório: directamente, com a mesma luz branca e monótona para tudo”
“Há quem se entretenha com esta espécie de produto, mas não se trata com certeza de literatura”
Põe-se a questão de saber se VPV emitiria semelhante diatribe se as suas relações pessoais com MST não fossem, de há anos, de grau zero, raiando o grotesco.
Ao invés de me afastar do livro, esta crítica motiva-me à sua leitura e o quanto antes.





