Hexágono Quântico

“It matters if you just don’t give up” – Stephen Hawking

Archive for Novembro 28th, 2007

Ilegalidade

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Diz-se aqui no Público que o…Tribunal de Contas acusa a Rave de ilegalidade em contrato por ajuste directo

 O Tribunal de Contas (TC) acusou hoje a Rave – Rede Ferroviária de Alta Velocidade de realizar contratos por ajuste directo por um montante superior ao limite legalmente permitido, que é de 400 mil euros.

“A Rave contratou, por ajuste directo precedido de consulta, uma prestação de serviços – contrato para a elaboração do Plano Estratégico do Empreendimento – , pelo montante de 753.314 euros, valor superior ao limite de 400.000 euros” estabelecido legalmente, lê-se no relatório do TC sobre a auditoria ao “Projecto Rede Ferroviária de Alta Velocidade”, hoje divulgado. (…)

O TC afirma também que a Rave “procedeu ao pagamento de honorários, no valor de 275.000.000 euros, relativos ao “Estudo de Avaliação Ambiental Estratégica”, elaborado em Outubro de 2003 pelo Instituto do Ambiente e Desenvolvimento (IDAD), sem ter procedido à celebração de qualquer contrato de prestação de serviços”.”

Isto não é crime? Quem autorizou isto? Não interessa saber? É amigo de quem? Quem o(s) protege?

Não devia haver uma investigação séria?

O ou os responsáveis não deviam ser imediatamente afastados, responsabilizados, punidos e impedidos de voltar a gerir outra entidade qualquer (pública ou privada)?

Enquanto atitudes destas não forem devidamente punidas, persistirá esta pouca-vergonha.

 

Escrito por uemeai

Quarta-feira, 28 Novembro, 2007 em 5:50 pm

Leituras #4

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Escrito por uemeai

Quarta-feira, 28 Novembro, 2007 em 1:44 am

VPV vs MST

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Fantástica a forma como Vasco Pulido Valente, em 4 páginas no jornal Público, desmonta, destrói, derrete, fulmina, dá cabo das 628 páginas do novo romance de Miguel Sousa Tavares, “Rio das Flores”.

Alguns exemplos…

“Resumos do que sucedeu em Portugal e no mundo [...] são de um primarismo, de uma banalidade e de uma ignorância, que não permitem o mais vago entendimento do que se passou [...] ”

“Não escreve como quem escreve um romance, escreve como quem escreve um relatório: directamente, com a mesma luz branca e monótona para tudo”

“Há quem se entretenha com esta espécie de produto, mas não se trata com certeza de literatura”

Põe-se a questão de saber se VPV emitiria semelhante diatribe se as suas relações pessoais com MST não fossem, de há anos, de grau zero, raiando o grotesco.

Ao invés de me afastar do livro, esta crítica motiva-me à sua leitura e o quanto antes.

Escrito por uemeai

Quarta-feira, 28 Novembro, 2007 em 12:22 am