Archive for Novembro 15th, 2007
Matemáticos #5
Blaise Pascal (1623 – 1662)
Matemático, físico, escritor e filósofo francês, deu um importante contributo para o desenvolvimento científico e, em particular, da Matemática. Aos 19 anos de idade inventou a primeira máquina de calcular (a pascalina), baseada num mecanismo semelhante ao que é utilizado nos conta-quilómetros dos automóveis. Pascal e Fermat são considerados os impulsionadores do cálculo combinatório, que nasceu com o interesse pelos aspectos matemáticos ligados aos jogos de azar.
Apesar de Pascal, tal como Tartaglia, ter o seu nome associado ao célebre triângulo aritmético, não foi o seu autor. Já no século XIV, este triângulo aparece numa obra de um matemático chinês.

Na verdade este triângulo foi concebido pelo chinês Yang Hui e a primeira publicação de que há registo é de 1303 AD.
Assustador
Beijing 2008
Como foi criado o logótipo dos Jogos Olímpicos de 2008…





Lisbon Revisited
Lisbon Revisited
(1923)
NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância —,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo…
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Álvaro de Campos
Imagem: (pormenor do mural de Almada Negreiros na FLUL, 1958)







