Lavandaria
Ou seja: “O BCP cumpriu todas as obrigações” e “nunca enganou ninguém”. A supervisão “não falhou” na CVMV, que até “esteve quase” a apanhar o infractor. O Banco de Portugal “actuou bem” e soube-se das “off-shores” “pela imprensa”. Esta comissão de inquérito afinal não é irrelevante, é delirante…
Está demonstrado para que serve a comissão parlamentar de inquérito à supervisão, o Parlamento tornou-se numa lavandaria fina para o caso BCP: entra roupa suja, sai roupa branca. Resta aos deputados fazer um-dó-li-tá, porque quem está livre, livre está.
[via Jornal de Negócios]
Criancices, disse ele
Foi recentemente revelada a existência de uma carta escrita por Albert Einstein, dirigida ao filósofo Erich Gutkind, na qual revela as suas ideias sobre religião, levantando dúvidas sobre a sua crença em Deus.
Na carta, datada de 03 de Janeiro de 1954, escreveu: “The word god is for me nothing more than the expression and product of human weakness, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish.”
Einstein, que morreu no ano seguinte com a idade de 76, não poupou o judaísmo às suas críticas, acreditando que o povo Judeu não foi de maneira nenhuma o “escolhido” de Deus.
Escreveu: “For me the Jewish religion like all others is an incarnation of the most childish superstitions. And the Jewish people to whom I gladly belong and with whose mentality I have a deep affinity have no different quality for me than all other people.
“As far as my experience goes, they are no better than other human groups, although they are better protected from the worst cancers by a lack of power. Otherwise I cannot see anything ‘chosen’ about them.”
[via]
Raízes
So you think that money is the root of all evil. Have you ever asked what is the root of all money?
Amizade
As Finanças perdoaram uma dívida de aproximadamente 10 milhões de euros de IVA ao Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), respeitante a reembolsos obtidos indevidamente pelo sindicato entre 2003 e 2007.
O perdão foi concedido no pressuposto de que o contribuinte, apesar de ter agido à margem da Lei, estava de “boa-fé” quando obteve as referidas vantagens fiscais.
O perdão fiscal, concedido no final do ano passado, mereceu a concordância de toda a hierarquia do Fisco, desde o subdirector-geral para o IVA, passando pelo Director-Geral dos Impostos e pelo então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Amaral Tomaz, e tem contornos muito semelhantes ao caso noticiado pelo Jornal de Negócios há cerca de um ano, envolvendo o sector bancário.
Agora, como então, as Finanças admitem que o sindicato obteve reembolsos de IVA à luz de uma interpretação errada da Lei, mas resolveram passar uma esponja no passado. A única condição foi que o SBSI passasse a respeitar a Lei a partir de Janeiro de 2008, coisa que o sindicato garante que já está a acontecer.
A notícia já é antiga (11-Mar-2008), mas nunca é tarde para saber e registar a ocorrência destes actos de gestão “claros e isentos” de qualquer imoralidade.
Quando o António da mercearia se esquece de pagar o IVA a tempo e horas, ou se engana a fazer as contas, tem logo hordas à porta. Neste caso concreto, pelas conotações políticas, deveriam ter no mínimo vergonha na cara, quer os de um lado quer os do outro, mas isso, aliado à honra e seriedade, são produtos que não usam.
Faz lembrar a questão duma dívida de 760 M € que há uns anos alguns amigalhaços das finanças deixaram prescrever.
A fiscalização económica e fiscal é absolutamente necessária, mas quem os fiscaliza a eles?
Nem mais, nem menos
Do nacional porreirismo
Pela primeira vez, há uma autoridade, em Portugal, que consegue fazer cumprir a lei. Diziam os romanos, dura lex sed lex, ou seja, «a lei é dura mas é a lei». E quando as vozes mais insuspeitas, a começar por comentadores encartados e supostamente esclarecidos, defensores habituais da ética e dos bons costumes, começam a criticar a ASAE, descascam a sua alma portuguesa e revelam o cromossoma nacional da toleranciazinha para com a bandalheira. Se pensarmos bem, quando dizemos um palavrão e verificamos que fomos inconvenientes, acrescentamos, em jeito de desculpa: «Estou a falar Português!». Ou se, aflitos com um osso difícil de rapar, resolvemos comer com as mãos, desculpamo-nos: «Estou a comer à portuguesa». Ou seja, revelamos uma tendência irresistível para associar a maneira de ser português à badalhoquice. Mesmo que a badalhoquice se justifique plenamente, como no caso da coxa de frango.
A ASAE rompe, de um dia para o outro, com a cultura de irresponsabilidade, abandalhamento e interpretação livre da lei. Se achamos que não custa nada dar um jeitinho, a ASAE diz-nos que não faz jeitinhos. Se pensarmos que, naquele caso, podia fechar-se os olhos, a ASAE mantém-nos abertos. Se alegamos que não é tanto assim, a ASAE afirma que é assim mesmo.
Filipe Luis, Visão
Connect
Lá em cima
[via nasa]
Primeira das duas imagens, da maior das duas luas de Marte, Phobos, obtidas em 23 de Março de 2008 a uma distância de 6.800 quilometros. A face iluminada de Phobos que se vê nas imagens tem cerca de 21 quilometros de largura. A característica mais proeminente nas imagens é a grande cratera Stickney no canto inferior direito, com um diâmetro de 9 quilometros. As colorações acentuam detalhes não visíveis em imagens a preto e branco.
A imagem de alta resolução pode ser vista aqui.
On the road
They danced down the streets like dingledodies, and I shambled after as I’ve been doing all my life after people who interest me, because the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones that never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes “Awww!”
Jack Kerouac, On the road
Remarcas
Aparências
He’s done nothing. He’s just showing Amnesty’s phone number.
Discriminating is not human. Denounce it.Ele não fez nada, está apenas a mostrar o número de telefone da AI.
A discriminação não é humana. Denuncia-a.
Amnistia Internacional Portugal
Advertising Agency: McCann Erickson Portugal
Creative Directors: Diogo Anahory, José Carlos Bomtempo
Art Director: André Lopes
Copywriter: Emerson Braga
Photographer: Gonçalo Almeida
Leituras
O fim da corrupção
De acordo com um estudo feito em parceria pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal e pelo Instituto de Superior de Ciências do Trabalho (ISCTE), em 2002 e 2003, quase dois terços dos processos de corrupção foram arquivados em Portugal.
O mesmo documento, divulgado durante as “Jornadas contra a Corrupção”, revela ainda que a carta anónima é método usado para denunciar a maioria dos casos.
Segundo este estudo, apenas 7,3% dos processos foram julgados, estando 23,2% em investigação.Pinto Monteiro alertou para a necessidade de reforçar o combate ao enriquecimento ilícito, ao afirmar que vai ser preciso “obrigar quem tinha dez e que passa a ter 500, a explicar de onde vem essa diferença”. Estas são questões que preocupam o cidadão comum e que não têm resposta na lei actual sobre o enriquecimento ilícito. Pede, por isso, o alargamento do prazo de investigação nos casos de criminalidade económica.
A procuradora Cândida Almeida, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, reconheceu que os casos mais complexos são difíceis de combater, porque normalmente têm atrás de si pessoas com muito poder e com inteligência para disfarçar os actos de corrupção.
Página 1
Bem, os técnicos falaram, o diagnóstico está feito, haverá vontade política para seguir as recomendações e combater de facto a corrupção, ou limitamo-nos a continuar a ouvir sermões no deserto?
Despudorados
CONTRATO. Mota-Engil viu ampliado, pelo Governo, o prazo de concessão do Terminal de Contentores de Alcântara até 2042, diz o Oje. Contra um investimento de 226,5 milhões de euros do grupo Mota-Engil. A obra do regime na expressão do SOL vai ser, portanto, fruto da colaboração entre Governo e Mota-Engil. Bonito começo de mandato para Jorge Coelho.
Marcelo Rebelo de Sousa, no Blogue
Perderam a vergonha, a promiscuidade funciona de forma ostensiva.
Economia
INDICADOR coincidente do Banco de Portugal. Consumo privado caiu pela primeira vez em cinco anos. Pessimismo aumenta. Confiança dos consumidores também cai, pelo quinto mês. Atenção, José Sócrates!
EURO-2008. Estranha indiferença popular. A um mês do Euro–2008. Preocupação com coisas mais importantes – sem dúvida. Falta de dinheiro, desemprego, pouca esperança no futuro. Mas, além disso, também alguma reserva íntima quanto à equipa e seus sucessos? Ainda não percebi.
ZONA RIBEIRINHA. Obra do regime, garante o SOL. A que preço, em tempo de crise? Bastará o mérito da ideia, ou a oportunidade, atendendo aos recursos e às prioridades, também conta?
Marcelo Rebelo de Sousa, no Blogue
Fuga ao fisco
Seis mil gerentes dizem ganhar salário mínimo
Segundo dados apurados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, em 2006, seis mil gerentes de empresas disseram ganhar apenas o salário mínimo nacional, segundo noticia hoje o “Jornal de Notícias”.
Em 2006, estes seis mil gerentes afirmaram receber apenas 343,45 euros, ou seja, o salário mínimo de 385,90 euros, bruto, menos cerca de 40 euros de desconto para a Segurança Social.
[do Público]
Esta é mais uma boa base de trabalho para a DGCI: cruzem as declarações destes coitados com as das empresas; verifiquem os respectivos patrimónios; verifiquem onde é que estes pobres gerentes vão passar férias; verifiquem os encargos com crédito e leasing de todos eles.
Não aceitem subornos desta gentinha.
Depois é só cobrar. Enquanto isto não for penalizado com penas de prisão efectiva, estes coitados não têm emenda.
Acordo Ortográfico
Está aqui disponível um MANIFESTO EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Contra o Acordo Ortográfico
cuja subscrição é da máxima importância para defesa da Língua Portuguesa.
…o Acordo Ortográfico parece-me um nado-morto. Ninguém o usa no Brasil, ninguém o usará em Portugal. Legislações ortográficas é coisa do passado, de países ditatoriais ou com mentalidade ditatorial e centralista, e não funciona quando há inúmeros jornais, Internet, livros, e muita gente a escrever. Funcionava no passado precisamente porque havia poucos jornais, quase ninguém sabia escrever, e o estado era ditatorial e centralista.
Desidério Murcho, De Rerum Natura
Contagem
Mortes relacionadas com o terrorismo desde 2001: 11.337
Mortes relacionadas com o tabaco desde 2001: 30.000.000
TITLE: Terrorism & Smoking Deaths
AGENCY: TC Niff / Symbyotic
CLIENT/PRODUCT: Niff
EXECUTIVE CREATIVE DIRECTOR: Mansoor Bhatti
CREATIVE DIRECTOR: Sameer Kasim
ART DIRECTOR: SM Bilal
COPYWRITER: Sameer Kasim
ILLUSTRATOR: Ahmed Nabeel
É só uma planta
I think the big mistake in schools is trying to teach children anything, and by using fear as the basic motivation. Interest can produce learning on a scale compared to fear as a nuclear explosion to a firecracker…
[via]
Segurança ridícula
De repente ficámos a saber que há esquadras de polícia que apenas têm um agente a guardá-las. Ou seja: estão tão bem defendidas como os prédios onde vivem ministros.
Isto é sempre assim: com o pretexto de poupar e reduzir a (chulice dos incompetentes do estado) carga do erário público, corta-se nos tostões, mas continuam a esbanjar os milhões, investindo nos seus futuros tachos empregos.



